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Campanha cobra revitalização de patrimônio histórico

A fábrica, localizada em Campinas do Piauí, foi idealizada no século XIX dentro do projeto agrícola do engenheiro Francisco Parente

| terça-feira, 5 junho , 2018

Uma campanha nas redes sociais tem cobrado das autoridades do Estado à revitalização do prédio da fábrica de laticínio, localizada em Campinas do Piauí, que é um patrimônio histórico do povo do Piauí. A Fábrica foi idealizada no século XIX dentro do projeto agrícola do engenheiro Francisco Parente, com o projeto arquitetônico do engenheiro alemão Alfredo Modrak. Depois o plano foi desenvolvido pelo engenheiro Antônio José Sampaio.

Sua construção começou no ano de 1876, ainda no reinado de D. Pedro II, e foi inaugurada em abril 1897, na fazenda de Campos, na região administrativa de Oeiras, então Capital do Estado do Piauí.

O prédio, que pode desabar a qualquer momento, fica na região central da cidade de Campinas. O município fica na região Centro-Sul do Estado, a 304 km de Teresina, capital do Piauí. “Mas o que vemos é a indiferença da sociedade local (talvez por falta de informação) e também uma completa ausência do poder público na preservação desse importante patrimônio cultural,” diz o texto.

ALERTA !!!

O Piauí produziu manteiga para exportação antes de São Paulo

Isso mesmo! Ainda no Brasil Colônia o Piauí tinha muitas fazendas para criação de gado. Na época, por volta de 1674, grandes extensões de terras foram doadas, pela Coroa Portuguesa, aos primeiros desbravadores, como o sertanista Domingo Afonso Mafrense, vindo da Bahia e dono de metade do Piauí.

Quando ele morreu, em 1711, (sem deixar herdeiros) suas 30 fazendas foram doadas à Companhia de Jesus, sendo administradas pelos jesuítas.

Só que em 1759, por ordem do Marquês de Pombal, os jesuítas foram expulsos do Brasil e as fazendas (cerca de 130) passam a pertencer ao patrimônio da Coroa Portuguesa.

Após 1822, no reinado de Dom Pedro I, as áreas passam a ser chamadas de fazendas da Nação ou Nacionais.

Com a proclamação da República, em 1889, as Fazendas Nacionais ficaram em poder da União.

A Fábrica de Laticínios de Campinas do Piauí foi idealizada dentro do projeto agrícola do engenheiro Francisco Parente, com o projeto arquitetônico do engenheiro alemão Alfredo Modrak. Depois o projeto foi desenvolvido pelo engenheiro Antônio José Sampaio.

Sua construção começou no ano de 1876, ainda no reinado de D. Pedro II, e foi inaugurada em abril 1897, na fazenda de Campos, na região administrativa de Oeiras, então Capital do Estado do Piauí. A fábrica teria encerrado suas atividades em 1947.

No ano de 1963, Campinas se emancipou do município de Simplício Mendes.

Portanto, trata-se de um importante patrimônio rural no interior do Brasil e testemunho do seu povoamento durante os séculos XVIII e XIX.

Foi um período em que o Piauí produzia manteiga, queijo e requeijão utilizando o leite vindo de várias Fazendas Nacionais. Na época, apenas os estados do Piauí e Minas Gerais produziam manteiga no Brasil.

Atualmente, a fábrica ainda está de pé, mas pode desabar. O prédio fica na região central da cidade de Campinas. O município fica na região Centro-Sul do Estado, a 304 km de Teresina, capital do Piauí.

Se esse imóvel histórico estivesse em um país desenvolvido, seria utilizado como um espaço cultural, talvez um teatro ou uma biblioteca.

Por ser único, é a maior joia de Campinas e poderia levar muitos turistas à cidade.

Mas o que vemos é a indiferença da sociedade local (talvez por falta de informação) e também uma completa ausência do poder público na preservação desse importante patrimônio cultural.

Veja o documentário sobre a fábrica: