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Projeto da prefeitura castra animais e devolve para as ruas

A iniciativa não resolve o problema, já que os animais continuarão nas ruas com fome, gerando riscos de acidentes e transmissão de doenças

| terça-feira, 20 julho , 2021

A Prefeitura de Picos deu início nesta segunda-feira (19/07) ao projeto de castração gratuita de cães abandonados nas ruas. O objetivo, segundo a Secretaria de Saúde, é controlar a população canina, de machos e fêmeas, de forma humanizada, diminuindo a procriação através da intervenção cirúrgica.

O projeto não resolve o problema, já que os animais continuarão nas ruas passando fome, gerando riscos de acidentes de trânsito, de ataque contra pessoas e transmissão de doenças.

No início da atual gestão foi cogitada a construção de um “Santuário” para receber os animais em situação de rua, mas alegando custos a prefeitura não tirou a ideia do papel. “Sabemos que (a castração) não resolve a situação de imediato, mas o mais importante é dar início às ações e colher os resultados mais adiante. Somos contra o abandono e é dever do poder público fazer tudo ao seu alcance, mesmo com algumas limitações de estrutura e recursos, para agir em prol dos animais e dar uma resposta à população que nos cobra o controle de zoonoses e com relação aos riscos que esses animais trazem para si mesmos e para as pessoas” concluiu Aldo.

A superpopulação de cães e gatos tem gerado muitas críticas da população que já não aguenta mais tamanho descaso. A falta de ação efetiva do poder público ao longo dos anos tem motivado a ocorrência de muitos crimes contra os animais.

Sânya Elayne explicou que o projeto de castração é um sonho de muito tempo da APAPI e que é um momento de comemoração de anos de luta. “Nós entendemos que a castração é a única medida que pode realmente diminuir o abandono, a fome e a dor dos animais de rua. Nosso trabalho é voluntário, diário e muitas vezes nos sentimos impotentes diante da quantidade de casos cada vez mais graves de maus tratos criminosos, de fome, de sede e de animais acidentados.” disse Sanya Elayne.

Pelo projeto serão castrados, por dia, quatro machos e uma fêmea e a APAPI ficou encarregada de mapear os locais e auxiliar tanto no resgate quanto no pós operatório dos animais que não poderão ser devolvidos para a rua antes de estarem cicatrizados.

O primeiro bairro contemplado será a COHAB e os protetores já se mobilizam para cadastrar animais e lares temporários possíveis, além de contatar protetores que cuidam de cães comunitários no local para que eles sejam castrados nesta primeira etapa.

Com informações da ASCOM