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Piauí deve registrar 620 casos de câncer de cabeça e pescoço
Estimativa inclui tumores de tireoide, cavidade oral e laringe; especialista reforça importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura
Redação | domingo, 2 agosto , 2026
O Piauí deve registrar aproximadamente 620 novos casos de câncer de cabeça e pescoço em 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Os dados indicam a previsão de 350 novos casos de câncer de tireoide, 170 de câncer da cavidade oral (boca) e 100 de câncer de laringe.

De acordo com o INCA, a incidência desses tipos de câncer apresenta diferenças entre homens e mulheres e está relacionada a fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição solar sem proteção e desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
Especialistas alertam que muitos pacientes ainda procuram atendimento médico quando a doença já está em estágio avançado, o que reduz as possibilidades de tratamentos menos invasivos e diminui as chances de cura.
A professora e médica especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, Kátia Marabuco, destaca que o diagnóstico precoce é decisivo para o sucesso do tratamento.
“O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir os casos de metástase cervical, já que alguns desses tumores podem apresentar comportamento agressivo. Quando identificado em estágios iniciais, o câncer de cabeça e pescoço pode alcançar taxas de cura de até 90%”, afirma.
Sintomas exigem atenção
Entre os principais sinais de alerta estão feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas persistentes na mucosa, caroços no pescoço, dificuldade para engolir, rouquidão por mais de três semanas sem causa aparente e alterações na voz.
Segundo a especialista, a persistência desses sintomas deve motivar a procura por avaliação médica para investigação e, se necessário, início rápido do tratamento.
Tratamento varia conforme o estágio da doença
O tratamento é definido de acordo com a localização do tumor e o estágio em que a doença é diagnosticada. As opções podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e, em casos específicos, hormonioterapia.
Os especialistas reforçam que hábitos saudáveis, a redução dos fatores de risco e a realização de consultas médicas diante de sintomas persistentes são fundamentais para aumentar as chances de diagnóstico precoce e de sucesso no tratamento.
Fonte: Cidade Verde




