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Mais de 100 pessoas serão intimadas por ceder biometria a esquema de fraudes
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15) pelo delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC)
Redação | quinta-feira, 16 julho , 2026
Mais de 100 pessoas de Teresina serão intimadas para prestar esclarecimentos à Polícia Civil por suspeita de terem fornecido dados pessoais e biometria facial utilizados em um esquema de fraudes eletrônicas investigado na Operação Chip Falso. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15) pelo delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).

Segundo o delegado, os investigados teriam cedido voluntariamente documentos e dados biométricos que foram utilizados pela organização criminosa para aplicar golpes por meio da troca fraudulenta de chips de celular.
“Mais de 100 pessoas aqui em Teresina, que emprestaram ou aceitaram entregar sua biometria facial e seu nome para participar do crime, serão intimadas para prestar esclarecimentos”, afirmou Humberto Mácola.
O delegado destacou que, independentemente da alegação de desconhecimento sobre a finalidade dos dados, quem cede informações pessoais para terceiros pode ser responsabilizado criminalmente.
“Algumas pessoas dizem que não sabiam para que aquilo seria utilizado, outras afirmam que desconfiavam. A questão é que ninguém deve emprestar seu nome, seu CPF ou sua biometria facial para quem quer que seja. Presumidamente, isso não seria para uma finalidade lícita. Essas pessoas assumiram esse risco e também poderão ser responsabilizadas, assim como os líderes da organização”, disse.
Mácola também fez um alerta para que a população não compartilhe dados pessoais, bancários ou biométricos.
“A recomendação é essa: não empreste seu nome, sua conta bancária, seu CPF ou sua biometria facial para ninguém. Você pode ter prejuízos financeiros e também responder criminalmente. Inclusive, pode ser preso”, alertou.
Operação
A Operação Chip Falso foi deflagrada pela Polícia Civil do Piauí na manhã desta quarta-feira (15) para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e invasões de sistemas informáticos. Ao todo, foram cumpridos 30 mandados judiciais, entre prisões e buscas, e dez pessoas foram presas.
De acordo com a investigação, o grupo utilizava a técnica conhecida como SIM Swap, que consiste na transferência indevida da linha telefônica da vítima para um chip controlado pelos criminosos. Com acesso ao número de telefone, os suspeitos conseguiam invadir contas bancárias, clonar aplicativos de mensagens e aplicar golpes financeiros.
As investigações também identificaram uma central de operações instalada em uma residência no bairro Monte Castelo, na zona Sul de Teresina. No local, segundo a Polícia Civil, eram utilizados documentos falsificados, selfies biométricas manipuladas e imagens produzidas com inteligência artificial para burlar os sistemas de autenticação das operadoras de telefonia e de instituições financeiras.
Ainda conforme a polícia, os investigadores identificaram dezenas de selfies atribuídas a supostos clientes sendo produzidas no mesmo ambiente.
Fonte: Cidade Verde




