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Zangão do Piauí perde invencibilidade e se complica

O resultado de 2 a 0 no primeiro jogo das finais aumenta a responsabilidade do time picoense dentro de casa no sábado

| segunda-feira, 7 dezembro , 2015

“Assalto. Roubo. Molecagem. Palhaçada”. Esses foram os termos usados por atletas, diretores, torcedores e membros da crônica esportiva picoense, para resumir o desfecho da primeira partida da final do Campeonato Piauiense de Futebol da Série B, onde a Associação Atlética de Altos venceu a SEP (Sociedade Esportiva de Picos) por 2 a 0. O que se viu na tarde deste último sábado (05), dentro do gramado e nas arquibancadas do estádio Felipe Raulino, o Felipão, em Altos, foram cenas dignas de futebol de várzea. Os graves incidentes acabaram por arranhar a imagem da competição organizada pela Federação de Futebol do Piauí (FFP).

Júnior Santos, Presidente da SEP

Júnior Santos, Presidente da SEP

Tudo corria bem até os 15 minutos do segundo tempo, quando o Altos já vencia por 1 a 0, gol de cabeça do zagueiro Leone anotado aos 18 minutos de partida. Mas do nada o árbitro Antônio Santos Nunes mostrou o segundo cartão amarelo e expulsou o atacante Felipe, do Zangão. O pior foi à explicação do “homem do apito” para a atitude incompreensível: “O Coronel Jaime mandou”. Sob o pretexto de que o atacante o tinha chamado de palhaço ao pegar uma bola que a saiu pela lateral, o Coronel da Polícia Militar, Jaime de Oliveira, Chefe da Comissão de Arbitragem da FFP, e que era o Delegado da partida, “ordenou” sumariamente, através do bandeirinha, que o árbitro expulsasse o atleta de Picos, dez minutos depois do suposto ocorrido.

O fato, considerado inédito pelos visitantes, causou indignação entre os jogadores, membros da comissão técnica, torcedores e radialistas picoenses, que estavam presentes no estádio Felipão. “Isso é ridículo. Todo mundo viu que quem pegou a bola da mão dele foi o Gueba”, protestou o expulso Felipe ainda sem entender o porquê da expulsão. O presidente da SEP, Júnior Santos, disse que requisitará as imagens da partida aos canais de TV e fará um protesto formal na FFP. “Isso foi uma molecagem”, falou indignado o dirigente.

Lamentavelmente a confusão dentro de campo passou para as arquibancadas. E de forma muito mais lamentável o problema partiu de quem deveria acalmar os ânimos. Segundo membros da diretoria do Zangão, o próprio presidente do time do Altos, Warton Lacerda, incitou a violência da torcida da casa. Torcedores e dirigentes de Picos acabaram acuados e tiveram de deixar a arquibancada escoltados pela polícia militar. “É uma vergonha o que fez esse marido da prefeita de Altos”, disse o diretor da SEP, José Alves Brito.

Após os episódios lamentáveis, promovidos pelo delegado da partida e o presidente do Altos, o jogo foi reiniciado. Contudo, o Zangão que antes da expulsão estava pressionando em busca do empate, caiu de rendimento. Além do fato de estar com um a menos, os picoenses também passaram a enfrentar outros obstáculos dentro de campo: a catimba exagerada e as jogadas desleais do altoenses. Para piorar a situação, a equipe de Picos acabou por sofrer o segundo gol, marcado pelo atacante Roni, aos 42 minutos. E 2 a 0 foi o placar final.

Sociedade Esportiva de Picos e Altos voltarão a se enfrentar na grande finalíssima no estádio Helívidio Nunes de Barros, a partir das 20h00min, do próximo sábado (12), dia do aniversário de 125 anos de Picos. Para chegar ao título o Zangão precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença. Os altoenses ficam com o título inédito com um empate ou uma derrota por no máximo um gol de diferença.

Fonte: DiaadiaPicos