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UP oficializa candidaturas ao Governo do Piauí e Senado

O evento foi realizado no Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado do Piauí (Sintrajufe), no Centro de Teresina

| sábado, 1 agosto , 2026

O partido Unidade Popular pelo Socialismo (UP) realizou, na manhã deste sábado (1º), a convenção para o lançamento das candidaturas ao Governo do Piauí e ao Senado Federal. O evento foi realizado no Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado do Piauí (Sintrajufe), no Centro de Teresina, e oficializou Pedro Laurentino como candidato ao Senado e Santiago Belizário como candidato ao Governo do Estado.

Candidato ao Senado Federal, Pedro Laurentino afirmou que sua candidatura busca preencher uma lacuna que, segundo o partido, existe na representação da esquerda na Casa.

“O senado e o governo do Estado são objetivos, e a presidência da republica também, mas a nível de estado nós consideramos que o senado a esquerda ficou órfão de candidaturas ao senado e a nossa candidatura é para suprir esse espaço. O senado para nós não é uma casa de repouso, é uma casa de luta. O fim da escala 6 x 1 está parado no senado e se nós estivéssemos lá os trabalhadores estariam acampados na porta do congresso”, explica.

Santiago Belizário é historiador e atua no Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Em 2024, foi candidato à Prefeitura de Teresina e, agora, disputa o Governo do Piauí pela UP. Thays Dias foi oficializada como candidata a vice-governadora na chapa.

Segundo Santiago Belizário, a candidatura da UP ao Governo do Estado busca honrar a trajetória de luta do povo piauiense.

“A gente, na verdade, quer honrar a trajetória de luta do povo piauiense, honrar a terra, né, da Batalha do Jenipapo, terra de Esperança Garcia, de Militana, de um povo que sempre lutou pela transformação da sua realidade. Vivemos hoje em um Estado com o segundo no Nordeste com maior déficit habitacional. Hoje o Estado do Nordeste com o maior percentual de déficit habitacional, que tem um colapso no sistema de saúde, um projeto que a gente vê privatista, tem privatizado tudo que pode, entregando a riqueza do nosso povo na mão de poucos. Nesse cenário você vê que o nosso povo, os trabalhadores, as trabalhadoras, a juventude, as mulheres, não têm participado da política. Não têm decidido nada sobre a sua vida. São as mesmas famílias, as oligarquias políticas no Piauí que sempre dominaram, que dividem entre si o poder político, que implementam um projeto de morte. O nosso povo só é convidado a votar a cada dois anos. A nossa candidatura quer demonstrar que o povo pobre, da periferia, pode e deve ser poder, pode e deve participar da vida política. Nós queremos apresentar um programa popular e socialista. E socialista porque nós não queremos administrar essas mazelas, essas contradições, a pobreza, a miséria e o desemprego. A gente quer superar essa realidade”, afirma.

Também presente na convenção, a candidata a vice-presidente da República pela UP, a sindicalista paraense Raquel Brício, destacou que o partido busca representar a luta dos brasileiros por melhores condições de moradia, alimentação e transporte.

“É importante para darmos a dimensão nacional de nossa luta. Estamos falando de estados que são ricos, mas que não tem a visibilidade nacional e principalmente que nosso povo não vê essa riqueza colocada no dia a dia. O Piauí tem mais de 130 mil déficits habitacionais, diversos imóveis abandonados, o transporte é uma pauta nacional e aqui não é diferente. O transporte deixa de ser um direito para ser a mercadoria. O agronegócio também tem crescido no Piauí e que cresce na Amazonia desmatando. Então estar aqui hoje é colocar o Piauí no cenário de luta contra as elites atrasadas”.

A convenção nacional da UP foi realizada no último dia 26 de julho e oficializou Samara Martins como candidata à Presidência da República e Raquel Brício como candidata a vice-presidente, formando uma chapa 100% feminina.

“Criamos o nosso partido porque nenhum outro representa o nosso programa. O nosso programa é um centro de conciliação da classe trabalhadora porque infelizmente nós temos várias contradições na social democracia que tem se mostrado incapaz de não só resolver o problema do povo, mas combater o fascismo abertamente. Nós da Unidade Popular somos o programa da revolução, do socialismo nessa eleição”, afirma Raquel Brício.

Fonte: Cidade Verde