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Relatório aponta estabilidade na hanseníase em Picos

O documento alerta que a maioria dos casos diagnosticados ainda está concentrada nas formas transmissíveis, o que mantém ativa a cadeia de contágio na região.

| terça-feira, 13 janeiro , 2026

A Coordenação de Controle da Hanseníase e Tuberculose de Picos divulgou o Relatório Anual 2025, que apresenta um panorama atualizado sobre a situação das duas doenças no município e em cidades do Território Vale do Guaribas. Apesar de certa estabilidade nos números gerais, o documento alerta que a maioria dos casos diagnosticados ainda está concentrada nas formas transmissíveis, o que mantém ativa a cadeia de contágio na região.

De acordo com o relatório, foram registrados 80 novos casos de hanseníase em 2025. Desse total, 18 pacientes são residentes de Picos e 62 vieram encaminhados de outros municípios do território. Um dado que chama atenção é que mais de 78% dos diagnósticos correspondem à forma multibacilar da doença, considerada a mais contagiosa.

No município de Picos, o cenário segue a mesma tendência. Cerca de 83% dos casos diagnosticados são classificados como multibacilares, com predominância das formas dimorfa e virchowiana. Embora haja indicação de uma leve redução na transmissão local, a coordenação destaca que o intenso fluxo de pessoas entre Picos e cidades vizinhas amplia o risco de novos registros, especialmente em razão do longo período de incubação da hanseníase.

Em relação à tuberculose, o relatório aponta um crescimento de 37% no número de casos em comparação com 2024. Ao longo de 2025, foram confirmados 26 novos diagnósticos, a maioria na forma pulmonar bacilífera, além da identificação de casos de infecção latente entre contatos próximos dos pacientes. Assim como na hanseníase, também houve atendimento a pessoas oriundas de outros municípios da região.

Segundo a Coordenação de Controle da Hanseníase e Tuberculose, o aumento nos registros de tuberculose está diretamente relacionado à ampliação da capacidade diagnóstica, com a implantação do teste rápido molecular e o fortalecimento das ações de busca ativa. Mesmo com o crescimento, a avaliação técnica aponta que os números permanecem dentro do patamar esperado para os próximos anos.

O relatório reforça ainda a importância de intensificar as ações integradas com a Atenção Primária à Saúde, com foco no diagnóstico precoce e no acompanhamento contínuo dos pacientes. A estratégia é considerada fundamental para reduzir a transmissão da hanseníase e da tuberculose em Picos e em toda a região do Vale do Guaribas.

Fonte: Cidade Verde