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Preso suspeito de extorquir mulheres usando perfil falso

M.S. utilizava um perfil de rede social falso no qual se passava pelo cantor Léo Cachorrão e atraía mulheres com o objetivo de praticar crime de extorsão

| quinta-feira, 30 maio , 2024

Um homem de iniciais M.S. foi preso preventivamente nesta quarta-feira (29) suspeito de extorquir mulheres utilizando um perfil falso do cantor Léo Cachorrão. A prisão ocorreu na cidade de Nossa Senhora do Socorro, no estado de Sergipe.

De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Piauí, a investigação apontou que M.S. utilizava um perfil de rede social falso no qual se passava pelo cantor Léo Cachorrão e atraía mulheres com o objetivo de obter fotos íntimas e depois praticar crime de extorsão. O suspeito chegou a obter entre R$ 5 mil e R$ 10 mil com as chantagens às vítimas.

“Esse criminoso, que não tem vínculo nenhum com o Piauí, utilizava essas imagens desse cantor famoso para atrair as vítimas. Abordava as vítimas e, acreditando que era o cantor, elas compartilhavam com ele fotos íntimas. A partir daí, ele começava a extorqui-las, pedindo dinheiro. Se elas não pagassem, ele começava a publicar essas imagens íntimas em canais de garotas de programa e em redes de prostituição, potencializando essa arma nefasta que ele utilizava contra as vítimas”, destacou o delegado Humberto Mácola.

Ainda segundo a polícia, o homem vinha há quase dois anos praticando os crimes, que vitimaram mais de dez mulheres. O suspeito se encontra preso em Sergipe e deve responder pelos crimes de falsa identidade e extorsão. Ele também é investigado por utilizar a imagem de outros artistas.

O delegado Humberto Mácola pontuou que o cantor Léo Cachorrão também procurou a polícia após ter sua identidade violada.

“O cantor teve a sua identidade violada, nos procurou também, abalado também e preocupado porque até você provar que realmente não é você, você tem que buscar os meios legais, a polícia”, acrescentou.

A Polícia Civil faz um apelo para que outras mulheres que tenham sido vítimas e não noticiaram os crimes procurem a DRCI. Elas serão acolhidas e orientadas sobre os procedimentos legais que serão adotados.

A ordem de prisão e busca e apreensão foi expedida pelo juiz da Central de Inquéritos de Teresina, Valdemir Ferreira Santos, e cumprida pela Polícia Civil do Piauí, através da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), com apoio da Superintendência de Ações Integradas (SOI) e da Polícia Civil de Sergipe, através da Delegacia de Turismo e DIPOL – Divisão de Inteligência e Planejamento Policial.