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Quatro presas relataram tortura e abusos praticados por policial

As investigações do caso foram iniciadas no mês de agosto após uma detenta egressa do sistema penitenciário registrar Boletim de Ocorrência

| quinta-feira, 12 maio , 2022

A delegada titular da Delegacia de Defesa dos Direitos da Mulher de Picos (DEAM), Robiane Nunes confirmou que o policial penal de iniciais J.P. de O., preso na tarde desta quarta-feira (11) teria abusado e torturado quatro detentas.

As investigações do caso foram iniciadas no mês de agosto após uma detenta egressa do sistema penitenciário registrar Boletim de Ocorrência, noticiando ter sido estuprada pelo suspeito.

“Essa investigação se iniciou após a minha chegada na DEAM de Picos, em agosto. Poucos dias após eu assumir a titularidade da Delegacia, uma das vítimas, uma das detentas, que já estava egressa do sistema penitenciário nos procurou, registrou Boletim de Ocorrência para noticiar os fatos. Inclusive, ela própria noticiou que havia sido vítima de abuso sexual, crime de estupro. Diante desse fato, instauramos um inquérito policial para investigar e demais vítimas”, explica a delegada.

Robiane Nunes revela que durante as investigações o suspeito foi interrogado, negou os crimes de tortura/castigo e estupro. No entanto, após o interrogatório voltou a praticar o crime de tortura.

“Vale ressaltar que a tortura continuou existindo depois das investigações, mesmo após ter interrogado e negado os fatos. Após ter sido interrogado, ele continuou a praticar os crimes de tortura. A tortura é que ele aplicava penalidades para as detentas que elas não mereciam ou penalidades mais graves do que caberia naquele caso como isolar, usar spray de pimenta”, pontuou a delegada.

Durante as investigações, a DEAM de Picos contou com apoio do delegado adjunto da Delegacia de Polícia Civil de Corrente-PI, Francisco Carvalho. Ele relata se tratar de um caso complexo, onde foram levantadas provas robustas.

“Um caso complexo com algumas vítimas, mas logramos êxito. Levantamos provas robustas dos crimes praticados pelo policial penal, tanto no caso de estupro, quanto da tortura castigo. As penas somadas podem chegar a 18 anos de reclusão”, enfatizou Francisco Carvalho.

A prisão

Foram 10 meses de investigação que culminaram na prisão do suspeito, J.P. de O. O mesmo foi preso durante o plantão no final da tarde de ontem e não ofereceu resistência, foi colaborativo.

O suspeito se encontra preso na Central de Flagrantes, aguardando a audiência de Custódia.

Por Paula Monize/Cidade Verde