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Piauí registra 14 mortes e mais de 15 mil casos de dengue

Teresina registrou 11 mortes pela doença e 6 óbitos por Chikungunya. No Brasil, total de mortes por dengue em 2022 já é maior do que o registrado nos últimos seis anos.

| segunda-feira, 19 dezembro , 2022

O Piauí registrou 14 mortes pela dengue, segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), e Teresina, de acordo com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), contabiliza 11 óbitos pela doença. Conforme Igor Queiroz, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o Índice de Infestação Predial (IIP) também está com altas taxas.

Esse índice mede o risco de adoecimento da população pelas doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypt e é produzido através da análise das larvas de mosquitos coletadas nos imóveis, pelos agentes de endemias.

“O alto nível de infestação predial faz com que os casos aumentem e consequentemente os casos mais graves também podem ocorrer, onde vão surgir sinais de alerta e os pacientes vão apresentar casos mais graves, até de internação. Devido esses muitos números de casos algum podem procurar atendimento e não serem atendidos adequadamente, isso faz com que a chance de mortes aumentem”, explica o infectologista Igor.

Além disso, o médico explica que o vetor transmissor da doença, o Aedes aegypti, é um inseto que está distribuído por todo o território nacional.

O Brasil registrou 978 mortes por dengue em 2022. O total acumulado neste ano até 5 de dezembro já supera o verificado em cada um dos últimos seis anos. O número é um alerta para uma nova epidemia da doença, que vem atingindo todas as regiões e deve se manter nos primeiros meses de 2023.

“Primeiramente evitar os criadouros, ter cuidados com as suas casas, terrenos baldios onde há lixo entulhado, garrafas, plásticos e pneus devem ser bem acondicionado em sacos plásticos e coletado pelo sistema de limpeza urbana. Outra coisa também a se fazer seria a utilização de repelentes”, afirma o profissional.

O que está por trás da epidemia de 2022

Períodos chuvosos, principalmente no verão, aliados à diminuição da percepção de risco para a dengue, são apontados como os principais motivos que levaram à alta nos casos e mortes nesse ano.

Com a chuva, aumentam os riscos de água parada. É o cenário perfeito para que o Aedes aegypti se reproduza.
O infectologista Alexandre Naime Barbosa também cita a falta de políticas públicas para orientar e incentivar à população a combater a dengue.

“Para você controlar a dengue, você precisa controlar o vetor. Para controlar o vetor, você precisa da colaboração da população e de ações públicas. As ações nos municípios foram bastante diminuídas por conta da pandemia, como os ‘fumacê’ e as visitas dos agentes de saúde e de endemias”, diz Barbosa.

Fonte: G1