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Grupo Meio Norte é suspeito de sonegar quase R$ 900 milhões

O grupo empresarial teria movimentado mais de R$ 3,5 bilhões em cinco anos por meio de mais de 50 empresas de fachada ou laranjas

| quinta-feira, 21 agosto , 2014

A Polícia Federal deflagrou às 6 horas desta quarta-feira (20/08) a operação Sorte Grande, com diligências no Piauí, Maranhão e São Paulo, que apura crimes de sonegação fiscal e previdenciária, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica nas empresas do grupo Meio Norte, que envolve emissoras de rádio e televisão, jornal, imobiliárias, faculdades, plano de saúde, hospitais e revendedoras de veículos.

Reprodução

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Foram executados 13 mandados de busca e apreensão em 12 lugares distintos. Pelo menos 13 pessoas foram detidas e ouvidas. O empresário Paulo Delfino Guimarães, presidente do grupo Meio Norte, foi detido para depoimento em São Paulo. Segundo a PF, a sonegação fiscal e previdenciária nas empresas do grupo soma mais de R$ 896 milhões. O grupo empresarial teria movimentado, segundo a PF, mais de R$ 3,5 bilhões em cinco anos por meio de mais de 50 empresas de fachada ou laranjas, abertas para movimentar o dinheiro, evitando execuções fiscais e trabalhistas.

O delegado federal Carlos Alberto Nascimento, diretor de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, revelou em entrevista coletiva, ontem, que foram apreendidas duas armas sem registro na Polícia. Eram dois revólveres. O delegado não citou onde e com quem as armas foram apreendidas. As investigações começaram em 2003, quando o Ministério Público Federal recebeu denúncias contra o grupo e o empresário Paulo Guimarães.

Em 2006, a Polícia Federal já tinha subsídios e instaurou inquérito policial para apurar as denúncias. Agora, numa ação conjunta da Polícia Federal e Receita Federal, mais o apoio da Interpol, a polícia internacional, foi deflagrada a operação que torna todos os bens das empresas indisponíveis. O superintendente adjunto da Receita Federal, Marcelus Ribeiro Alves, explicou que a Receita tenta executar o empresário em quase R$ 1 bilhão, mas as empresas fazem refinanciamento e transferem bens e patrimônios para empresas de fachadas para escapar da execução fiscal.

Ele explicou que para operacionalizar as empresas que funcionam no grupo, são usados laranjas ou abertas outras empresas para movimentar os recursos. “São empresas só de fachada, e usam muitos laranjas. São mais de 50 empresas que transferem dinheiro para paraísos fiscais e offshores”, explicou. A PF localizou parte do dinheiro do empresário nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal.

Fonte: Diário do Povo