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“É uma dívida que está sendo resgatada”, diz nova desembargadora

A juíza Lucicleide Pereira Belo foi eleita a nova desembargadora do Tribunal de Justiça (TJ) nesta sexta-feira (14). Lucicleide Belo tem 35 anos de magistratura

| sexta-feira, 14 junho , 2024

Ao ser eleita a nova desembargadora do Tribunal de Justiça do Piauí, a juíza Lucicleide Pereira Belo, disse que vai “honrar” as mulheres e que a eleição inédita no TJ é uma dívida histórica que está sendo resgatada.

“É uma dívida que está sendo resgatada com as mulheres porque têm muitas mulheres capacitadas com importância que pode dividir o seu tempo com os afazeres domésticos e está em ponto mais alto de sua carreira”, disse a juíza.

Cinco juízas concorreram ao cargo com vaga exclusiva para as mulheres, uma decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O resultado da votação foi bastante comemorado com aplausos e felicitações.

A nova desembargadora recomendou que as mulheres lutem pelos seus sonhos e que não é nenhuma disputa com o sexo masculino.“Não é tirar o homem, é incluir as mulheres em lugares que elas têm mais dificuldades para entrar. É preciso ter projeto de vida e continuar na luta. Esse aqui viu (se referindo ao presidente Hilo de Almeida) que algumas vezes quis desistir, mas eu vi que havia lugares que poderia ser ocupadas por mulheres, e eu desistia de desistir”, disse Lucicleide Belo.

Ela ressaltou que a escolha de seu nome é resultado de uma caminhada de 35 anos como magistrada, com apoio da família e vai trabalhar para maior produtividade do tribunal.

Lucicleide é titular da 8ª Vara Cível e atualmente é juíza auxiliar da Corregedoria do TJ. Na segunda-feira haverá a posse administrativa, às 10h.

Como ocorreu a eleição

A juíza Lucicleide Pereira Belo foi eleita a nova desembargadora do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ) nesta sexta-feira (14). Lucicleide Belo tem 35 anos de magistratura e atualmente atuava na Corregedoria do TJ. Ela recebeu 19 votos.

Dois votos chamaram atenção durante a sessão. Um deles foi o do desembargador Hilo de Almeida, presidente do TJ, que cantou: “ser um homem feminino. Não fere o meu lado masculino. Se Deus é menina ou menino”, clássico de Baby do Brasil e Pepeu Gomes.

Hilo de Almeida disse que iria mudar seu sobrenome para “Bela” e classificou como uma sessão histórica. Já o desembargador Joaquim Santana recitou a canção de Erasmo Carlos. “Mulher! Mulher! Na escola em que você foi ensinada Jamais tirei um 10. Sou forte, mas não chego aos seus pés”.

Fonte: Cidade Verde