Droga apreendida no Piauí iria para o Sudeste, diz delegado
Durante a operação, os agentes apreenderam 1,6 tonelada de maconha já pronta para comercialização, parte dela embalada a vácuo
| segunda-feira, 21 julho , 2025
A Polícia Civil do Piauí desarticulou, na manhã da última sexta-feira (18), uma grande plantação de maconha localizada na zona rural do município de Cristino Castro, a cerca de 554 km de Teresina. A roça, com aproximadamente cinco hectares irrigados, continha mais de 130 mil pés da droga prontos para colheita.

Durante a operação, os agentes apreenderam 1,6 tonelada de maconha já pronta para comercialização, parte dela embalada a vácuo — um método utilizado para preservar as propriedades do entorpecente do tipo skunk, uma versão mais potente da cannabis, cujo valor de mercado chega a superar o da cocaína.
A informação foi confirmada pelo coordenador do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado Samuel Silveira, em entrevista ao Notícia da Manhã nesta segunda-feira (21).
“Mais uma organização criminosa estava por trás dessa produção. A droga, pela qualidade e pela embalagem, seria prensada e transformada em tabletes. Já temos a confirmação de que esse material seria distribuído na região Sudeste do país”, afirmou o delegado.
Segundo Silveira, cada embalagem apreendida continha cerca de meio quilo de skunk. A droga estava acondicionada com o objetivo de manter sua potência até a comercialização.
Além da droga, a polícia descobriu que o local já estava sendo preparado para uma nova plantação. Os agentes encontraram estruturas sofisticadas, como sistema de irrigação, placas de energia solar e comunicação, indicativos de uma operação profissional e de grande porte.
“O solo já estava arado para iniciar uma nova safra. Toda a estrutura foi desativada pela polícia. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e desmantelar completamente a organização criminosa”, destacou o delegado.
A ação representa um dos maiores golpes ao narcotráfico no estado neste ano e levanta um alerta sobre o uso de áreas rurais remotas para cultivo em larga escala de entorpecentes.
Fonte: Cidade Verde




