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Defesa Civil monitora seca e chuvas irregulares no Piauí
De acordo com a Defesa Civil do Estado, o cenário é preocupante diante da instabilidade do período chuvoso e da permanência da estiagem em diversas regiões
| segunda-feira, 9 fevereiro , 2026
O Piauí segue em monitoramento constante devido às áreas afetadas pela seca e à ocorrência de chuvas irregulares e inesperadas em 2026. De acordo com o diretor de Mitigação da Defesa Civil do Estado, Werton Costa, o cenário é preocupante diante da instabilidade do período chuvoso e da permanência da estiagem em diversas regiões.

Segundo o diretor, o estado enfrenta uma situação dupla de risco. “O cenário é preocupante porque não temos um período de chuvas regular. É preocupante por duas vias: ainda temos pessoas padecendo com a seca e a estiagem, o que afeta diretamente a agricultura familiar, e, ao mesmo tempo, registramos ocorrências súbitas de chuvas intensas”, explicou.
Werton Costa destacou que, em curto espaço de tempo, volumes elevados de chuva têm sido registrados em áreas vulneráveis. “Em um intervalo de duas a três horas, choveu cerca de 50 milímetros em regiões extremamente vulneráveis, como Picos. Recentemente, tivemos também registros de chuvas intensas em Simplício Mendes, Alto Longá — com chuva e ventos fortes — e Piripiri. São eventos que acontecem de forma repentina, muitas vezes desafiando os sistemas de previsão e alerta”, afirmou.
De acordo com ele, esse tipo de situação é considerado um gatilho para desastres súbitos, caracterizados pela dificuldade de previsão e pelo impacto rápido e inesperado na vida da população. “Esse é o grande desafio”, completou.
Em relação à seca, o monitoramento segue concentrado em regiões como o Vale do Guaribas, Vale do Itaim, Serra da Capivara e Vale do Canindé, consideradas áreas de maior incidência do fenômeno. Além disso, a Defesa Civil atua de forma preventiva para evitar a chamada “seca composta”, quando um novo período de estiagem se sobrepõe ao anterior, impedindo a recarga de açudes e lençóis freáticos.
“Hoje temos um arranjo complexo e variado de instituições monitorando a seca. Ela estrangulou a base da nossa economia, que é a agricultura familiar, e essa é uma perda irreparável. Tudo o que precisa ser feito agora é evitar que uma seca se sobreponha à outra. Existe o risco de uma nova estiagem, e precisamos usar todas as estratégias de mitigação e proteção do criador e do pequeno agricultor para que isso não se transforme em uma grave crise social”, concluiu Werton Costa.
Fonte: Cidade Verde



