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Chico Lucas articula aprovação da PEC da Segurança

A mobilização pela aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado reflete a urgência do governo federal em liderar o debate sobre a criminalidade

| quinta-feira, 30 julho , 2026

A mobilização pela aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado reflete a urgência do governo federal em liderar o debate sobre a criminalidade. O movimento envolve o secretário de Segurança Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, que atua como ponte técnica e política para pacificar resistências federativas e garantir a votação da matéria ainda este ano.

“A expectativa é positiva. O governo tem conversado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Existe uma expectativa de que ela seja votada ainda este ano, pela necessidade e pela importância que o tema tem hoje no debate público. Da nossa parte há muito empenho, tomara que a gente consiga sensibilizar o Senado Federal para que ele aprove e a gente tenha essa PEC na segurança pública”, destacou à coluna.

A articulação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, busca blindar a proposta contra disputas ideológicas e assegurar que o texto seja visto como um avanço na cooperação federativa, com aporte de recursos e diretrizes nacionais, e não como uma ingerência de Brasília na autonomia dos estados.

Ao rejeitar “balas de prata” e defender a asfixia financeira das facções, Chico Lucas alinha a pauta local à diretriz nacional de inteligência. A estratégia contrapõe o populismo penal com dados de integração e sufocamento econômico do crime, tentando transformar a gestão da segurança no Piauí em vitrine de eficiência para o Congresso.

“Nós lançamos o plano Brasil contra o Crime Organizado, que trabalha sob a perspectiva de quatro eixos, o principal deles é a asfixia financeira, já que toda facção criminosa tem como objetivo, em última análise, o lucro. Precisamos combater o lucro, que é o motor de financiamento e o foco dessas facções. Isso veio acompanhado do aporte de recursos que foi discutido e distribuído entre os estados”, complementou.

O apoio de secretários de segurança estaduais é o principal trunfo do Planalto para destravar o texto no Senado. Para os estados, a aprovação garante mais orçamento e respaldo jurídico; para o governo federal, consolida uma pauta central para a estabilidade política e institucional do país. Já para o Centrão e a oposição nacional, existe a necessidade de segurar a pauta para não perder a linha narrativa da campanha.

Fonte: Cidade Verde