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Prolongamento da seca preocupa gestores municipais

Poços que abasteciam cidades estão secando e muitas famílias passaram a ser abastecidas através de carros-pipa

| quinta-feira, 31 outubro , 2013

A estiagem e o prejuízo com a produção vegetal e animal têm sido o maior empecilho para os prefeitos da região do Semiárido do Piauí. Nas cidades menores o efeito cascata abala a economia e afeta diretamente o comércio, que míngua com poucos recursos, a maioria de programas sociais e da folha salarial do funcionalismo público. O nível das barragens também preocupa, projetos de irrigação estão ameaçados, os corredores de água que formam canteiros de produção estão secos.

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Em São Francisco de Assis, carros-pipa abastecem casas. Através do programa de convivência com a estiagem, pela Secretaria de Defesa Civil do Estado, adutoras foram instaladas em comunidades que sofriam com a falta d’água. “Nosso problema é critico, são três anos de seca e contra esse grande fator natural pouco se pode fazer, a não ser medidas paliativas, de urgência, mas estamos todos preocupados”, disse o prefeito Genivaldo Irineu.

Situação semelhante vive o município de Francisco Macedo, as casas são abastecidas por carros-pipa, alguns poços de abastecimento secaram, o prefeito prevê a perfuração de outros, através de parcerias com o Governo do Estado. “Vivemos uma situação parecida com os demais municípios da região, falta água, os poços estão secando e se não fossem alguns projetos emergenciais feitos através de parcerias com Wilson Martins ficaria muito difícil. Esta seca é considerada uma das piores, a mais grave que muita gente viu”, explicou o prefeito Cristóvão Alencar.

Até o fim de setembro, de acordo com a Defesa Civil, 210 municípios já haviam decretado situação de emergência em virtude da estiagem. O presidente do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Elizeu Aguiar, que participa do grupo de monitoramento, lembra que o maior problema de um possível prolongamento da estiagem é a redução das reservas de água que já estão em situação crítica. “Estamos no limite, acompanhamos rotineiramente o nível das barragens, que estão, em média, com 30% da capacidade, a situação é crítica, sem dúvida, em muitos municípios do Estado.

A média de acúmulo de água nos reservatórios do estado está reduzida em 30% de sua capacidade. O Governo do Estado tem feito obras a longo e médio prazo para o acúmulo de água para suportar períodos maiores de estiagem. São barragens, barragens de acumulação, sistemas adutores, construção de cisternas e poços.