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Sesapi apresenta novo modelo de gestão hospitalar a prefeitos

O hospital continua com prestação gratuita e universal dos serviços e os servidores continuam com o mesmo vínculo com o estado

| sábado, 3 outubro , 2015

Em reunião para apresentar o novo modelo de gestão para o Hospital Regional Justino Luz, em Picos, os prefeitos dos territórios Vale do Rio Guaribas, Vale do Sambito e Vale do Rio Canindé, aprovaram a iniciativa, assim como integrarão uma comissão para acompanhar e monitorar a atuação da organização social que fará a gestão daquela unidade hospitalar. Esse foi o acordo firmado entre a vice-governadora Margarete Coelho, o secretário de Estado da Saúde, Francisco Costa, e a Associação Piauiense de Prefeitos (APPM), em reunião, nesta sexta-feira (2), em Teresina.

Vice-governadora e secretário debatem com prefeitos sobre OS do hospital de Picos(Foto:Maurício Pokemon)

Vice-governadora e secretário debatem com prefeitos sobre OS do hospital de Picos (Foto:Maurício Pokemon)

“A satisfação de perceber que essa decisão do governo de funcionar o Hospital Justino Luz por meio de uma OS (Organização Social sem fins lucrativos) atende os anseios dos prefeitos e gestores da região. A grande preocupação demonstrada nesse encontro pelos gestores é saber de como ficará a situação dos servidores públicos estaduais e dos prestadores de serviço lotados atualmente no hospital. Essa é uma questão mais de comunicação, pois como previsto no contrato, não haverá nenhum prejuízo de trabalho para os funcionários, pelo contrário, vamos melhorar o ambiente de serviço deles; tornar o órgão mais eficiente e melhorar a qualidade de trabalho do servidor”, explicou a vice- governadora.

Ao implantar esse novo modelo, o objetivo é ampliar o atendimento ao usuário, mantendo a prestação do serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Partindo da situação onde o Hospital só responde a 39% da meta esperada, conhecendo experiências exitosas em Teresina (no Ceir) e em outros estados, o Governo do Piauí resolveu implantar esse novo modelo com o objetivo de alcançar o nosso objetivo que é dar mais resolutividade as unidades do interior do Estado, atendendo melhor à população”, garante Costa.

Ele reforça ainda que a unidade continua com prestação gratuita e universal dos serviçose os servidores continuam com o mesmo vínculo.

O presidente da APPM, Arinaldo Leal, reafirma o consenso entre os prefeitos que a implantação da OS é a solução para os 70 municípios que dependem do Justino Luz. “Chegamos ao consenso de que essa é uma solução para o Hospital e já que dependemos muito desse hospital temos que dar esse crédito. Até porque conhecemos um modelo que funciona bem aqui em Teresina, como é o Ceir”

Para dar maior transparência, foi criada uma comissão que vai avaliar, controlar e monitorar o contrato. “Criamos uma comissão exclusiva para avaliação, controle e monitoramento de contrato. Além disso, pactuamos com a Assembleia Legislativa uma discussão e avaliação on loco, trimestralmente”, afirma Costa.

Implantação da OS
De acordo com o secretário Francisco Costa, a organização social vencedora do processo de chamamento, Instituto de Gestão e Humanização (IGH), deve iniciar as atividades na próxima semana. O processo de transição será acompanhado por uma equipe da Secretaria da Saúde, que também fará análise patrimonial do Hospital.

O lançamento do chamamento foi publicado no dia 24 de agosto no Diário Oficial do Estado.

O novo modelo de gestão já havia sido apresentado no Conselho Regional de Medicina (CRM/PI), ao Ministério Público do Estado (MPE) e também em audiência pública realizada na Câmara de Vereadores do Município de Picos.

Hospital de Picos
Com uma demanda de aproximadamente 500 mil habitantes, de 59 municípios circunvizinhos, tanto do Piauí como do Ceará e Pernambuco, o Justino Luz funciona 24 horas, com atendimento ambulatorial, urgência e emergência, internações, centros cirúrgicos, realização de exames, sendo referência de média e alta complexidade para aquela região.

Apesar do alto custo mensal, de cerca de R$ 3,4 milhões, o quadro situacional do hospital apresenta uma série de deficiências que limita a oferta de um serviço resolutivo e de qualidade, elevando as reclamações e as transferências para Teresina.