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Secretário contesta crítica sobre gestão de hospital

O Estado está economizando R$ 300 mil por mês, visto que gastava R$ 3,4 milhões para manter o hospital antes da O.S

| segunda-feira, 9 maio , 2016

O secretário de Governo Merlong Solano contestou as críticas que o Sindicato dos Médicos e algumas entidades estão fazendo à gestão do Hospital Justino Luz, de Picos, pela Organização Social Instituto de Gestão e Humanização (IGH). Segundo Merlong, os serviços do hospital melhoraram bastante depois que a OS assumiu a administração do local.merlong-solano-330274333

“O número de atendimento à população aumentou. O hospital voltou a fazer cirurgias eletivas, passou também a fazer exames que antes não eram realizados. Além disso, o Estado está economizando R$ 300 mil por mês, visto que gastava R$ 3,4 milhões para manter o hospital antes da chegada da OS. Agora, gasta R$ 3,1 milhões”, afirmou o secretário.

Merlong disse que as entidades precisam defender a sociedade e apoiar um serviço de saúde que funcione. “O interesse é defender a população ou proteger interesses de particulares, de pessoas que estavam há décadas dentro do hospital sem prestar serviço à sociedade?”, questionou o gestor.

O secretário disse que a OS está fazendo uma boa gestão e apenas determinou o afastamento de servidores que não estariam sendo eficientes. “O que está acontecendo é uma racionalização administrativa. A nova administração está devolvendo ao Estado servidores que estavam apenas na folha. O Estado tem que definir com vai alocá- -los”, afirmou.

Segundo Merlong, a resistência de pessoas que não estavam prestando serviço à população é inconcebível. Ele disse que a OS que administra o Hospital de Picos é a mesma que administra a maternidade de em Goiânia (GO), referência nacional. Além disso, ressalta que o modelo não é exclusivo e Governo não quer acabar com a gestão tradicional, apenas é para ser referência para as demais unidades de saúde.

“O objetivo é dar um choque de gestão para melhorar. Não estamos adotando apenas o modelo de OS para administrar hospital. Lá em Valença, nós convocamos uma enfermeira para administrar o hospital. Ou seja, vai continuar sendo totalmente gerido por ente público. Será bom para compararmos”, comentou.

O secretário concluiu seu argumento informando que a gestão pela OS não é terceirização, e sim apenas um modelo de gestão que utiliza tanto servidor público quanto trabalhador privado, que é contratado pela própria OS.

O Sindicato dos Médicos do Piauí (Simepi) alega que a administração do hospital pela OS é ineficaz. “A qualidade diminui e o gasto aumenta. Então, não temos porque aceitar isso no Piauí. Queremos é que o governo se declare que é competente, assim como alardearam na época da eleição. Foram detectadas irregularidades com servidores, gastos, problemas com servidores e isso já foi discutido”, relatou a presidente do Simepi, Lúcia Santos.

O TCE-PI inicia esta semana uma auditoria na gestão do Instituto de Gestão e Humanização (IGH) no Hospital Regional Justino Luz, em Picos. O trabalho será feito por uma equipe da Dfae (Diretoria de Fiscalização da Administração Estadual). Trata-se da segunda etapa de auditoria aprovada no final do ano passado.

Por: Robert Pedrosa – Jornal O DIA