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Polícia Civil deflagra Operação “Destroyer II”

Operação teve o objetivo de derrubar o braço financeiro das organizações criminosas que comandam o tráfico de drogas em Picos

| quarta-feira, 20 agosto , 2014

Continua a todo vapor a parceria entre as polícias civil e militar, o Ministério Público e o Poder Judiciário, no combate ao tráfico de drogas na cidade de Picos. Dando continuidade as Operações ‘Monte Carmelo e Destroyer’, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos na noite desta terça-feira (19). A ‘Operação Destroyer 2’, como foi batizada, vistoriou três residências de propriedade de parentes dos presos na primeira dessas investidas contra o tráfico, que ocorreu no último dia 09 de maio.dinheiro3333

Durante o cumprimento dos mandados expedidos pela Juíza da 5ª Vara da Comarca de Picos, Nilcimar Araújo, foi encontrada uma enorme quantia de dinheiro. As pilhas de notas de R$ 100, R$ 50, R$ 20 e R$ 10 reais e as cédulas soltas encheram uma mesa na delegacia Regional de Picos. O valor do dinheiro apreendido ainda não foi contabilizado. Uma quantidade enorme de cheques e notas promissórias também foi encontra. O valor de uma delas impressionou: R$ 111 mil reais. Para a polícia, a suspeita é que todo o material apreendido possivelmente seja fruto de lavagem de dinheiro e tenha relação com o tráfico de drogas.

Segundo o delegado Regional de Picos, Eduardo Aquino, a ‘Operação Destroyer 2’ teve o objetivo de derrubar o braço financeiro do que ele chama de organizações criminosas que comandam o comércio de entorpecentes na cidade de Picos. “Foram cumpridos mandados na casa da Fabiana de Jesus Coláris, na residência do pai dela chamado Coláris e outro na casa de uma senhora de nome Luísa de Moura. Droga a gente não encontrou, mas até porque o nosso foco nesse momento era realmente ir atrás desse dinheiro. Era ir atrás de quebrar essa organização na forma financeira, na parte financeira dela”, explicou Eduardo Aquino. Ele frisou que surpreendeu a enorme quantidade de dinheiro encontrada na casa dos parentes de presos por tráfico de drogas.

“Encontramos uma quantidade absurda de dinheiro, uma quantidade muito alta, de pessoas que afirmam que vivem de pequenos comércios. Esse dinheiro foi apreendido nessas residências onde foram cumpridos esse mandados e a partir de agora essas pessoas vão ter que explicar a origem. Um volume de dinheiro muito grande com todos os indícios de lavagem de dinheiro. A partir de agora nós vamos juntar esse material, periciar e os responsáveis vão ter que explicar a origem desse dinheiro para que não configure o crime de lavagem de capital”, ressaltou o delegado Eduardo.

Já o delegado do 3º Distrito Policial, Madson Oliveira, informou que os mandados foram cumpridos nos bairros Junco (um mandado) e Aroeira do Matadouro (dois mandados). Ele enfatizou ainda que na ‘Operação Destroyer 2’ não foram efetuadas prisões. “Não ocorreram prisões porque muito dos proprietários dessas residências já se encontram presos. Um deles é um individuo que foi preso na ‘Operação Monte Carmelo’ no mês de maio, foi encontrada uma quantia muito vultosa de dinheiro e vai ser verificado se esse dinheiro tem procedência com o tráfico de drogas, razão pela qual ele se encontra preso hoje. O que se presume isso considerando que essa pessoa já se encontra presa e estaria possivelmente envolvida com tráfico de drogas na cidade”, pontuou.

“O outro mandado de busca e apreensão que foi cumprido na residência de uma senhora vinculada a um outro indiciado que eu gostaria de dizer o nome aqui, mas que seria a sogra dessa pessoa que inclusive tem um mandato de prisão preventiva expedido contra ele, mas que ainda por sorte do destino ele ainda não foi preso. Mas o certo é que essa pessoa estaria utilizando parentes para guardar dinheiro para ele se furtar da atuação policial. Como os familiares não soberam explicar a origem desse dinheiro vão ser ouvidos. Não foi efetuada a prisão porque o parente disse que não sabia a origem daquele dinheiro, que ele pediu só para que ele guardasse. Então vai ser apurada a participação dessa pessoa e ela poderá, futuramente, dependendo do que for apurado, ser indiciado por associação ao tráfico de drogas aqui na cidade”, salientou o delegado Madson Oliveira.

Participaram da ‘Operação Destroyer 2’ policiais civis, do 4º Batalhão da Polícia Militar, da Força Tática, do Serviço de Inteligência das duas polícias, além do delegado do 1º Distrito Policial, Divanilson Sena, e do Promotor Público, Cláudio Soeiro.

Fonte: DiaadiaPicos