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No Piauí, prejuízos provocados pela seca são incalculáveis

Rebanhos inteiros de animais foram dizimados, lavouras não produziram e atualmente falta água até para o consumo humano

| terça-feira, 29 dezembro , 2015

Com a seca de muitas barragens no Sul do Piauí, falta água para os animais e plantação. Para compensar as perdas, os agricultores estão contando neste período de estiagem apenas com o auxílio do Garantia Safra, benefício do Governo Federal.

Com a estiagem, os reservatórios secaram

Com a estiagem, os reservatórios secaram

Em Belém do Piauí, a seca revela o que antes ficava submerso. A lama preta é o que encontramos na Barragem do Riacho do Franca, onde água que existia servia para matar a sede dos animais. Só que a última vez que os moradores conseguiram isso foi no dia 15 de novembro deste ano.

A Barragem do Povoado de Lagoa Grande, também no município, ainda não tem água. O lugar tem passado por uma limpeza. Grandes quantidade de terras estão sendo retiradas por máquinas para aumentar a capacidade de armazenamento quando chegar as chuvas.

O que tem salvado os animais é a Barragem do Povoado Caboclo. A água acumulada é das chuvas março e só pode ser usada na agricultura e criação do gado. No entanto, a paisagem corre o risco de secar, porque os pipeiros abastecem os caminhões todos os dias no local.

Na Barragem do Estreito, a água acumulada tem sido a salvação da população de Belém do Piauí e Padre Marcos. Só que esta fonte tão importante vem sendo ameaçada pela falta de chuva na região e o nível do reservatório não é mais o mesmo.

Quem vive na zona rural não pode contar tanto com o abastecimento de água. O criador de ovelhas Raimundo Nonato, de 80 anos, relata a dificuldade de alimentar os animais.

“Os bichos estão sofrendo, porque não tem pastagem e água. São poucos carros pipas e o que consigo comprar é um saco de milho, que não dura um mês. Apesar disso, eu espero uma melhora”, comentou.

Rita de Cássia é beneficiada do Garantia Safra e já perdeu as contas dos porcos e galinhas para suprir durante a seca. “Nas roças não têm comida para os animais. O jeito é comprar o alimento com ajuda do benefício. Se não fosse assim passariam fome”, declarou.

Fonte: G1