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Estado tem dificuldade de pagar seus fornecedores

As dificuldades financeiras não têm atingido somente prefeituras, mas o governo do estado também tem enfrentado contratempos

| quinta-feira, 1 setembro , 2016

Merlon747474O secretário de Governo do Estado do Piauí, Merlong Solano, declarou que o Estado tem dificuldade na relação de pagamento com fornecedores e que por isso o governador Wellington Dias está encampando um movimento junto aos governadores do Norte e Nordeste e alguns do Centro Oeste, para conseguir operações de socorro, que ajudem os Estados considerados mais pobres a enfrentarem a crise. Ele disse também que a previsão mais otimista é de que o Piauí se recupere da crise e consiga melhores resultados econômicos apenas a partir do primeiro trimestre de 2017.

“O estado do Piauí, por exemplo, não deve nada à União. Temos uma dívida com o BNDES, mas não devemos nada à União. Daí que os governadores o Norte, Nordeste, Centro Oeste, e o governador (Wellington Dias) está a frente desse movimento, que se mobilizaram no sentindo de questionar o governo federal por uma compensação, que ajude os demais Estados do país a enfrentar a severa situação de desequilíbrio financeiro que atravessamos neste momento.

O desequilíbrio ameaça a gestão financeira do Estado, há dificuldades na relação com fornecedores, até o momento temos conseguido manter a folha de pagamentos, é um dos poucos estados que não teve que fazer até agora uma rearranjo na sua tabela de pagamentos, mas as dificuldades persistem. Não havendo ajuda do governo federal, ela se aprofundará”, destacou Merlong Solano.

De acordo com o secretário, o Brasil e o Piauí sofrem os efeitos, na queda arrecadação, em decorrência crise econômica que se agravou desde o final de 2014.

“A fase em que começou a ser mais perceptível a crise, foi na queda do Fundo de Participação dos Estados e Municípios. No Piauí, tudo só não está agravado devido ao trabalho muito forte e profissional na Secretaria de Fazenda. Estamos tendo um bom desempenho na arrecadação de receita própria, compensando em parte a queda das transferências federais. Só que estamos trabalhando sempre no limite, com o perigo de atrasar com fornecedores. Queremos evitar as dificuldades, por isso a preocupação de conseguir operações de socorro junto ao governo federal”, afirmou Merlong.

Para ele, não é possível o novo governo do presidente Michel Temer (PMDB) governar olhando apenas para o Sul e o Sudeste. “90% das dívidas dos Estados são Sul e Sudeste. Temos uma dívida com BNDES e 10% da nossa dívida é com a União. [ …]Não podemos aceitar que quem faz o dever de casa seja penalizado, por isso estamos lutando e achamos que uma operação de socorro precisa ser feita para os Estados mais pobres”.

A previsão para que o Brasil e também o Piauí possam se reerguer economicamente, segundo Merlong, é para o segundo semestre do ano que vem. “Acho que o resultado para o Piauí decorre muito mais do desempenho da nossa economia, quanto ao desenvolvimento. Porque o nosso Estado cresceu acima da média do Brasil e chegou a hora da periferia do país chegar ao nível da grande cadeia nacional e portanto é necessário realize medidas de socorro que ajudem os Estados mais pobres”.

Fonte: Cidadeverde.com