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Criminosos aterrorizam comunidades rurais

As comunidades Cristovinho e Curralinhos em Picos tem sido cenários de constantes assaltos. Os moradores estão revoltados com a insegurança

| segunda-feira, 4 agosto , 2014

Uma onda de assaltos tem assustado os moradores das comunidades Cristovinho e Curralinhos em Picos. Quem tem a necessidade de estudar ou trabalhar no centro de Picos, já não pode fazê-lo com a mesma disposição, pois não há, para eles, sentimento de segurança.

O lavrador José Roque da Silva, 56 anos, é uma das vítimas dessa onda de violência. Ao seguir do centro de Picos para sua residência, no Cristovinho, um homem o seguiu, passou à sua frente e disse ter caído algo. Como ele [José Roque] estava levando algumas mercadorias, diminuiu a velocidade e olhou para trás. O assaltante aproveitou a oportunidade, parou sua moto, puxou a arma e anunciou o assalto.

Os criminosos interceptam os moradores na estrada - Foto: Grande Picos

Os criminosos interceptam os moradores na estrada – Foto: Grande Picos

“Ele levou R$ 200,00 que eu tinha comigo. Graças a Deus não foi violento. Só pegou o dinheiro e foi embora. Esta foi a primeira vez que fui assaltado, mas toda semana tem um. Só queria que a Justiça tomasse alguma providência”, disse indignado.

O agricultor afirmou ainda que o assaltante era magro, moreno e alto, usava um capacete preto. Disse também que não prestou queixa à polícia, pois, segundo ele, não adiantaria de nada, ficando assim apenas a revolta.

A moradora do bairro Curralinhos Valdineia dos Santos Pires declarou também ser um momento muito preocupante, pois, além de seu marido que necessita vir todos os dias ao centro para trabalhar, seus filhos ainda têm que vir estudar.

“É preocupante para a gente que tem os esposos que trabalham no centro da cidade, que vão e vêm todos os dias. Além dos nossos filhos que estudam em Picos. A gente fica com aquela preocupação enquanto não chegam porque é muita insegurança. Temos medo do que pode acontecer, devido o que já vem acontecendo nessas estradas. São comuns os crimes e estão cada vez mais frequentes. Comigo ou alguém da minha família nunca aconteceu, mas com vizinhos nossos, sim. Se durante o dia temos medo, imagine só à noite”, falou ela.

Jose Inácio da Silva, 51 anos, pedreiro, também morador no povoado Curralinhos, afirmou que a comunidade está nas mãos de Deus, pois a justiça tem sido falha. “Antigamente a gente só via gente boa, mas agora… Pedimos alguma providência, que olhem para nós porque estamos correndo perigo. A gente só anda com medo”.

“As pessoas estão meio assustadas com a zona de violência que ronda pela estrada que dá acesso à nossa comunidade. Muitas pessoas já não andam sós, apenas acompanhadas. Nosso medo maior são os homicídios. Já foram quatro assassinatos, e até agora nenhum foi solucionado. Quando é só o assalto, ainda vai. Mas quando é qualificado, roubo seguido de morte, a gente fica apreensivo, com medo. Os nossos representantes parecem que não estão ligando tanto para esse nosso lado. Quem deve ficar preso é o bandido, mas quem está preso somos nós que deveríamos estar livres”, declarou Elizeu, morador do Cristovinho.

Reportagem Jaqueline Figueredo/Grande Picos