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Constatada morte cerebral de ex-vereador de Picos

A morte cerebral do ex-parlamentar, que tinha 52 anos, foi confirmada por sua esposa, suplente de vereadora, Dalva Mocó

| sexta-feira, 8 abril , 2016

Depois de permanecer por mais de 90 dias em hospitais da capital, faleceu no final da tarde desta quinta-feira, o ex-vereador Edvaldo José de Moura, o Didi Mocó. A morte cerebral do ex-parlamentar, que tinha 52 anos de idade, foi confirmada por sua esposa, suplente de vereadora Francisca Celestina de Sousa, a Dalva Mocó (PTB).didimoco8963211545

Instantes após a confirmação da morte cerebral do marido, Dalva Mocó ligou diretamente do Hospital São Marcos para o vereador Iata Rodrigues (PSB) e comunicou o ocorrido. Estava no meio da sessão ordinária e o vereador José de Arimateia Luz, o Maté (PSL), era quem usava a tribuna no momento.

Coube então ao vereador Diógenes Nunes Medeiros (PPS) fazer o anúncio da morte de Didi Mocó. Em seguida, todos os parlamentares presentes à sessão usaram a palavra para homenagear o amigo. Alguns deles não conseguiram conter a emoção e foram às lágrimas ao relembrarem a trajetória do amigo.

Em razão da morte de Didi Mocó a sessão foi encerrada e os vereadores se reuniram na presidência da Câmara para discutirem sobre as homenagens que o poder legislativo vai prestar ao ex-parlamentar. Ainda não tem nada definido, mas a expectativa é de que logo que chegar à cidade o corpo deve ser levado ao plenário “Pedro Barbosa da Silva”, onde acontecerá o velório.

Perfil

Aliado do então prefeito de Picos José Néri de Sousa, Edvaldo José de Moura, o Didi Mocó, foi eleito vereador pela primeira vez em 2000 concorrendo pelo PRTB. Já filiado ao Prona foi reeleito em 2004 com 708 votos, o equivalente a 1,95% dos votos válidos.

Foi quando rompeu com o ex-prefeito José Néri de Sousa e se aliou ao prefeito eleito Gil Paraibano. Disputou a eleição de 2008 pelo PV, mas não conseguiu êxito. Com 888 votos ficou na primeira suplência da coligação “De mãos dadas com o progresso”, formada pelos partidos do PV, PMN e PCdoB.

No dia 27 de junho de 2012 Didi Mocó assumiu uma cadeira na Câmara Municipal de Picos em lugar do vereador José Luís de Carvalho, que havia sido cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), por infidelidade partidária.

Ainda no grupo do prefeito Gil Paraibano, Didi Mocó desistiu de disputar as eleições de 2012 e apoiou sua mulher, Francisca Celestina de Sousa, a Dalva Mocó. Ela concorreu pela coligação “Juntos faremos muito mais”, formada pelos partidos do PSB, PP, PMN e PV e obteve 806 votos, ficando na segunda suplência.

Com a morte do vereador Titico Barbosa, Valdívia Santos assumiu o mandato e Dalva Mocó passou a ser a primeira suplente da coligação. Nessa condição ela tomou posse como vereadora no dia 16 de julho do ano passado em lugar de José Luís de Carvalho. Depois, quando esse retornou para Câmara passou a ocupar a cadeira de Iata Rodrigues.

Doença

O ex-vereador Didi Mocó começou a enfrentar problemas de saúde após sofrer um grave acidente na BR-316, nas proximidades da antiga sede das Indústrias Coelho, em Picos. O fato foi na noite de 4 de abril de 2008, quando ele conduzia uma caminhonete D-20 e colidiu com um caminhão.

Fonte: José Maria Barros/ Jornal de Picos