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Saúde já notificou 190 casos de Microcefalia no Piauí

Dentre os casos, 93 foram confirmados e desses 39 eram de crianças nascidas na Evangelina Rosae 43 de outras maternidades

| quarta-feira, 19 outubro , 2016

ssasassA maior maternidade do Estado é referência em atendimento para alta complexidade obstétrica e perinatal também se destaca no trabalho de investigação de casos de microcefalia. Instituído pela Secretaria de Estado da Saúde há pouco mais de 10 meses, a Centro de Referência em Microcefalia da Maternidade Dona Evangelina Rosa(MDER) já realizou 506 atendimentos.

Segundo boletim divulgado pela Secretaria de Saúde, 190 casos da má formação foram notificados. Dentre os casos que chegaram ao Centro, 93 foram confirmados e desses 39 eram de crianças nascidas na Instituição e 43 de outras maternidades. Onze casos estão em fase de investigação. Gestantes também são atendidas.

Graças ao empenho de uma equipe multiprofissional composta de médicos pediatras e neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, enfermeiros, técnicos em enfermagem, assistentes sociais, psicólogos e terapeutas ocupacionais, o Piauí foi reconhecido pelo Ministério da Saúde em abril deste ano como um dos estados brasileiros que apresentou a maior evolução dos casos investigados.

O Centro de Referência é um local onde bebês com microcefalia – má formação congênita onde a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal para a sua idade -, são atendidas e as mães orientadas por profissionais qualificados que o acompanharão nos dois primeiros anos de vida. Segundo o diretor geral da Maternidade, médico José de Araújo Brito, o Centro se destaca por vir apresentando respostas positivas. “É composto por profissionais de alta qualidade, o que é objetivo da Secretaria de Estado da Saúde, através da Evangelina: dar uma reposta positiva às pessoas que estão passando por suspeita de microcefalia, ou mesmo com todas as características de uma criança portadora de microcefalia”, ressaltou.

A médica neonatologista Isabel Almeida explica que em bebês de qualquer município do Piauí- e que tenha suspeita de microcefalia -, conforme os critérios do Ministério da Saúde, é realizada “mini-história”, como peso, estatura, perímetro cefálico e histórico da mãe. De posse dessas informações, a criança é encaminhada para neuropediatra, fisioterapeuta e fonoaudiólogo. Além disso, são realizados exames de imagem, ultrassom ou tomografia computadorizada, exames de laboratório, dentre outros. Também é realizado o exame de fundo de olho, que pode detectar precocemente diversas doenças.

Caso a criança foi notificada e confirmada, ela passa por acompanhamento para registro dos marcos de desenvolvimento que acontecem a cada dois meses, no primeiro ano de vida, e depois a cada quanto meses. “Esse meses foram escolhidos como de marco do desenvolvimento (quanto sustentou a cabeça, rolou sentou, etc.), que é importante, e para fazer o perímetro cefálico”, explica Isabel Almeida.

Conforme explicou a neonatologista, o Centro de Referencia em Microcefalia instalado na MDER trabalha desde a investigação dos casos suspeitos até a realização de todos os exames e acompanhamento da criança por vários profissionais.

Até o dia 17 de outubro de 2016, desde sua implantação já foram realizadas 219 consultas com pediatras, 287 consultas de retorno e 234 consultas com neuropediatra. Todos os exames necessários nesses casos também são realizados na Maternidade. Desde a implantação já forma realizadas 180 sorologias, 129 mapeamentos, 133 testes da orelhinha, 118 tomografias computadorizadas, este realizado no CEIR, 24 eletroencefalogramas, dentre outros.