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Greve! Agentes ameaçam suspender visitas a detentos

A decisão pode levar os presidiários a promoveram rebeliões na Penitenciária José de Deus Barros em Picos, que atualmente conta com 337 presos

| segunda-feira, 1 dezembro , 2014

Os agentes penitenciários do presídio de Picos, José de Deus Barros, aderiram à greve iniciada na última segunda-feira,24, por tempo indeterminado. Após mais de uma semana, as atividades na penitenciária picoense continuam paralisadas. No entanto, alguns serviços continuam em funcionamento, pois diante da situação que é caótica, os servidores temem que uma paralisação total venha a acarretar um rebelião dos presos.edsssss

A penitenciária José de Deus Barros dispões atualmente de apenas quatro agentes penitenciários por plantão para atender a demanda que é estimada em mais de 300 presos. O número apresentado é insuficiente, o que denota uma situação de fragilidade.

O agente penitenciário e supervisor de plantão, Ênio Maniçoba, destaca que as atividades desempenhadas na penitenciária de Picos pararam quase que totalmente. “As visitas familiares ainda continuam porque entendemos que a suspensão das mesmas poderia causar revolta nos presos. De uma forma que eles quebrariam totalmente a cadeia, mas as assinaturas de intimação, de citação, retirada dos presos para praticamente qualquer atividade estão paradas”, disse o agente.

A paralisação total das atividades no presídio de Picos ainda é uma possibilidade a ser acertada que terá novos rumos após a reunião nesta terça-feira, 02, que define as próximas diretrizes.

Para o agente Antônio José caso o pedido não seja aceito “a partir da quinta as atividades serão totalmente paralisadas, mesmo diante da possibilidade de rebelião”, afirmou.

Reivindicação

Os agentes e policiais civis do Piauí reivindicam por um reajuste salarial em 10% que já havia sido acertado com o então governador Wilson Martins e caberia ao atual gestor Zé Filho apenas cumprir o acordo feito pelo antecessor. No entanto, Zé Filho já anunciou que o reajuste será suspendo devido a situação de fragilidade pela qual o Estado passa.

Fonte: Riachão Net