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Governador admite ‘pré-colapso’ no Estado

As declarações foram dadas durante a inauguração do Centro de Artes Marcais Sarah Menezes, no bairro Saci, em Teresina

| terça-feira, 27 setembro , 2016

aadadccO governador Wellington Dias (PT) admitiu nesta segunda-feira (26) que o Estado poderá sofrer dificuldades financeiras, caso não haja uma ajuda do governo Michel Temer.

Ao participar da inauguração do Centro de Treinamento Sarah Menezes, Dias informou que os 20 governadores Norte, Nordeste e Centro-Oeste, neste momento, preferem recuar da proposta de decreto de calamidade. Ele disse que os governos vão esperar o final do período eleitoral para tentarem um entendimento com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), sobre a liberação dos recursos reivindicados no valor de R$ 7 bilhões.

Wellington Dias destacou que não se trata de uma questão apenas governamental, mas emergencial, que requer uma medida urgente. As declarações foram dadas durante a inauguração do Centro de Artes Marcais Sarah Menezes, localizado no bairro Saci, zona sul de Teresina, que atenderá inicialmente 500 crianças de 7 a 14 anos.

“Essa estratégia não é só do Piauí, mas abraçada por 20 governadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste que também está recebendo apoio do Fórum dos Senadores, Deputados e Governadores para que após as eleições a gente tente abrir um entendimento com o presidente. Ele já reconheceu que a situação é grave. Agora são 21 estados que já apontam atraso na folha de pagamento e estão tendo dificuldades de fazerem investimentos”, afirmou.

De acordo com Wellington Dias, esses estados estão tendo que retirar recursos de investimentos para assegurar serviços essenciais como a folha de pagamento. “Já estão totalizando R$ 240 milhões os valores retirados dos investimentos dos estados para viabilizar pagamentos como a folha e serviços como saúde e educação. Então mesmo quem tem condições de gerar emprego está sendo prejudicado”, disse o chefe do executivo estadual.

Para o governador, a situação dos Estados pode ser equiparada a uma situação de seca ou de enchente, em que é decretado Estado de calamidade e que o Estado beira uma situação de colapso. “O ideal é que ela possa ser tratada mesmo como uma situação emergencial”, finalizou.

Em carta aberta ao povo brasileiro, divulgada no dia 20 de setembro, os governadores afirmam que dos 27 estados e o Distrito Federal, 21 já chegaram a situação de colapso. Eles cobraramm do governo federal uma dívida de R$ 14 bilhões já reduzida para R$ 7 bilhões, fruto de perdas de repasses, principal do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Fonte: Cidadeverde.com