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Decretada prisão preventiva de envolvido em morte de universitário

Segundo a polícia, o investigado dirigia embriagado, sem habilitação, e realizava manobras perigosas, incluindo ultrapassagens em faixa contínua

Redação | quarta-feira, 3 junho , 2026

A Justiça do Piauí decretou nesta terça-feira (2) a prisão preventiva de Evanildo de Moura, investigado pela morte do estudante de Direito Emerson de Jesus Moura Moreira, de 21 anos, em um acidente na BR-316, em Picos. A decisão foi assinada pelo juiz Elvio Ibsen Barreto de Souza Coutinho, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Picos.

Inicialmente, o caso era tratado como homicídio culposo na direção de veículo sob efeito de álcool. Durante audiência de custódia realizada em 27 de maio, Evanildo obteve liberdade provisória mediante cumprimento de medidas cautelares e pagamento de fiança de R$ 162,1 mil.

Posteriormente, a defesa conseguiu uma liminar que reduziu o valor para R$ 3.242, equivalente a dois salários mínimos, quantia que foi paga.

Indiciamento por homicídio qualificado

A Polícia Civil indiciou Evanildo por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a mudança na tipificação penal, o magistrado entendeu que o caso passou a envolver crime hediondo, tornando inviável a manutenção da fiança.

Na decisão, o juiz determinou a revogação da fiança e a comunicação ao Tribunal de Justiça do Piauí sobre a alteração da capitulação jurídica.

Embriaguez, falta de habilitação e antecedentes

Ao decretar a prisão preventiva, o magistrado destacou a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade, com base no teste do etilômetro, boletim de ocorrência, depoimentos de policiais e laudo pericial.

Segundo a decisão, o investigado dirigia embriagado, sem habilitação, e realizava manobras perigosas, incluindo ultrapassagens em faixa contínua. O juiz também ressaltou que Evanildo estava em livramento condicional no momento do acidente e que uma das condições impostas pela Justiça era não se apresentar embriagado.

A decisão menciona ainda que o investigado possui duas condenações criminais definitivas por crimes dolosos, o que, segundo o magistrado, demonstra risco concreto de reiteração criminosa.

“Diante do exposto, presentes o fumus comissi delicti e o periculum libertatis, e verificada a inadequação das medidas cautelares diversas ao caso concreto, decreto a prisão preventiva de Evanildo Estevam de Moura para garantia da ordem pública”, destacou.

Com a nova determinação, foi expedido mandado de prisão e determinada a inclusão do nome do investigado no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). O caso segue sob investigação e será analisado pela Justiça Criminal de Picos.

Fonte: Cidade Verde