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Comandante nega veracidade de mensagens vazadas

As mensagens mostram que o militar estaria cobrando para colocar pms em portas dos comércios e fazer a escolta de valores

| quarta-feira, 2 dezembro , 2015

Adepto das redes sociais e dos aplicativos de troca de mensagens, para informar a população e a imprensa a respeito das ações da polícia militar em Picos, o Comandante do 4º BPM (Batalhão da Polícia Militar), Tenente-coronel, Wagner Torres, se viu no “olho do furacão”, nas últimas horas, devido ao vazamento de uma suposta conversa que ele teria tido com um empresário local, pelo aplicativo WhatsApp. O que causou polêmica foi o fato do teor das mensagens sugerirem que o Comandante supostamente cobra uma taxa do empresariado para colocar policiais nas portas dos estabelecimentos e fazer a escolta de valores. O suposto empresário que compartilhou o print da suposta conversa ainda não foi identificado.

Com.Cel. Wagner Torres , comandante do 4º BPM

Com.Cel. Wagner Torres , comandante do 4º BPM

Nas supostas mensagens que estão sendo compartilhadas no WhatsApp, desde a noite desta última terça-feira (01), o empresário entra em contato supostamente com Wagner Torres para confirmar que aceitou a proposta de pagar pelos serviços de segurança particular da equipe do Comandante do 4º BPM. “Resolvi aceitar os rapazes para fazerem a segurança das lojas e das escoltas”, diz o suposto empresário em um trecho das mensagens. Em outro ele ainda pechincha. “Quanto aos valores tem como o nobre amigo fazer um preço menor e de preferência que seja o mesmo tanto pra quem for ficar nas lojas quanto para quem for para as escoltas”.

Nas mensagens dois Oficiais também são citados: Major Assis e Tenente Gracivaldo. O empresário apresenta queixas de um tal “Marajá” que ficou insatisfeito com os serviços dos dois militares. “Assis realmente não é um policial de rua e Gracivaldo é um caso sério até mesmo no Quartel. Conseguirei bons homens”, respondeu o suposto Wagner Torres na mensagem seguinte. O suposto diálogo entre o suposto empresário e o suposto Comandante do 4º Batalhão da polícia militar termina com esse último pedindo que o primeiro apareça no seu gabinete e que apague as mensagens. “Por que não podemos confiar nessa tecnologia”.

Diante das graves acusações Wagner Torres se manifestou ainda na madrugada de hoje (02) pelo Facebook. No post o Comandante disse que nunca pensou que seria vítima de ataques caluniosos e difamatórios nas redes sociais. O Tenente-coronel frisou que alguém criou um perfil fake, falso, no WhatsApp para forjar o diálogo que viralizou no aplicativo, no âmbito de Picos. Torres disse ainda que já informou o grave fato ao Subcomandante da Polícia Militar do Estado Piauí, Coronel Lindomar Castilho e ao Secretário de Estado de Segurança Pública e Deputado Federal, Capitão, Fábio Abreu.

“Solicitei a imediata providência no sentido de identificar o autor dessa farsa através do Núcleo de Inteligência da SSP-PI, pois iremos assim quer for identificado adotar as medidas cabíveis perante a Justiça. Minha família, amigos e companheiros de labuta ficaram estarrecidos com tal fato. Infelizmente no meio em que vivemos estamos passivos a sermos alvos desses elementos nocivos à sociedade”, colocou em um trecho do post.

Mais adiante Torres atribuiu a falsa denúncia ao fato dos policiais do 4º BPM não terem aderido ao Movimento Polícia Legal, no qual vários Batalhões paralisaram as atividades. Eles cobram a aprovação da Lei de Organização Básica da Polícia Militar que prevê melhorias salariais e promoções. “Estão agredindo gratuitamente e perversamente todas as pessoas que não coadunam com ações e atitudes. Fizemos o lançamento da Operação ‘Natal com Segurança’, com o emprego de 40 policiais militares por dia, contrariando mais ainda essas pessoas que não tem compromisso com a Segurança Pública. Estou tranquilo, Deus está no controle, em breve tudo será esclarecido. Tinha que postar essa mensagem aos meus familiares e amigos para tomarem conhecimento desta farsa contra a minha pessoa”, concluiu Wagner Torres.

Fonte: DiadiaPicos