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Agricultor tem casa invadida por suspeito armado com foice

O agressor e a vítima entraram em luta corporal e acabou saindo ferido. A tentativa de homicídio seria motivada por uma dívida de R$ 150,00

Redação | quinta-feira, 29 dezembro , 2022

O agricultor Manoel Gonçalves da Silva, 60 anos, residente em Cabeceira de Cafubá, na zona rural de Monsenhor Hipólito, teve sua residência invadida e sofreu uma tentativa de homicídio na tarde desta quarta-feira (28). O motivo seria uma dívida de R$ 150 que a vítima teria com o suspeito identificado apenas como “Véi Marco”.

A vítima contou que o acusado de agressão chegou até a frente de sua residência com uma foice no bagageiro da moto e começou a fazer ameaças. O Véi Marco reside na vizinha cidade de Campo Grande do Piauí.

Manoel relatou ainda que durante a discussão a longa distância, o Véi Marco teria dito que foi para resolver, fez a exigência e afirmou que caso contrário mataria a vitima. Minutos depois, Véi Marco partiu em direção e invadiu a residência com a foice em punho. Manoel contou a Polícia Militar que durante a fuga, a foice foi arremessada pelo suposto agressor na tentativa de acertar Manoel. Entretanto, instantes depois, os dois foram as vias de fato e a vítima conseguiu imobilizar o acusado.

Após conseguir imobilizar o agressor, avisou a família de Véi Marco sobre o ocorrido. Os familiares chegaram até a casa e levaram o homem para o hospital onde se encontra internado.

A Polícia Militar de Monsenhor Hipólito que foi acionada imediatamente se dirigiu com a vítima em destino ao hospital na cidade de Picos para conduzir também o acusado das agressões até a Delegacia e registrar a ocorrência em flagrante.

O homem acusado de atentar contra a vida de Manoel permaneceu internado e não foi liberado pelos médicos. Manoel Gonçalves foi até a Central de Flagrantes e registrou o boletim de ocorrência.

Manoel Gonçalves da Silva afirmou que o agressor proferiu ameaças declarando que ainda vai tomar suas providências sendo por ele mesmo ou por alguém enviado.

“Ele é acostumado a chegar na casa do povo, bagunçar, esfregar faca na cara, botar para correr de casa, esculhambar e chamar de tudo no mundo. Ele disse que os negócios dele quem resolve é ele, não é polícia não”, contou Manoel Gonçalves da Silva.

O fato foi iniciado após desentendimento por conta de uma quantia de R$ 3.000, 00 (três mil reais) referente a compra de um veículo.

Segundo relatou Manoel [comprador do carro], o mesmo foi até a residência de Véi Marco, em Campo Grande, para efetuar o pagamento em dinheiro no valor de 2.850 reais. O restante que faltava, a quantia de R$ 150,00, era referente a três sacos de ração que foram vendidos por Manoel a Marco. Nesse caso Manoel descontou o valor da ração, os R$ 150, 00.

No entanto, Marco disse que não aceitava o desconto de R$ 150, 00 e queria receber o valor total de R$ 3.000,00

De acordo com Manoel [comprador do carro] o bem foi divido em prestações, sendo uma para ser quitada neste mês de dezembro e outra no dia 20 de abril.

“Eu disse para nós descontar logo os três sacos de ração nessa de agora. Ele disse que não recebia e só era pra ser descontado [os 150 reais], no outro pagamento de abril. Eu levei o dinheiro e entreguei para a esposa dele e ele não deixou ela receber”, contou.

Manoel disse que retornou para sua residência na zona rural de Monsenhor Hipólito e logo em seguida Marco chegou com a foice no bagageiro da moto.

“Eu entrei para dentro de casa e ele foi e entrou na porta da varanda e saiu na da cozinha correndo atrás “deu” com a foice. Ai arrodeei e ele arrodeou também. Quando arrodeei que fui abrindo o colchete [da cerca da roça] para sair para fora, ele jogou a foice. Daí soltei o colchete no chão, ele enganchou o pé e eu consegui saltar nele e derrubar. Ai encarcando ele nos paus do colchete até conseguir amarrar ele. Liguei para a esposa dele e ela veio com uma filha e levou ele. Ele disse que depois ia lá e se não fosse mandava uma pessoa”, contou relatando a ameaça.

Manoel afirmou que depois das vias de fato conseguiu entregar o dinheiro, R$ 2.850, 00, para a esposa dele e ela concordou afirmando que poderia precisar.

A reportagem não conseguiu contato com o acusado e deixa espaço aberto para maiores esclarecimentos sobre o fato.

Fonte: Cidades na net