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Acusadas de matar filha de jornalista são julgadas
Quatro anos após a morte da analista de sistemas Tainah Luz Brasil Rocha, de 27 anos, as duas mulheres acusadas pelo crime são julgadas nesta quarta-feira (9)
Redação | quarta-feira, 9 setembro , 2026
Quatro anos após a morte da analista de sistemas Tainah Luz Brasil Rocha, de 27 anos, as duas mulheres acusadas pelo crime são julgadas nesta quarta-feira (9), na 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina. Fernanda Maria Lobão e Geovana Thais Vieira respondem pela morte da jovem, assassinada a facadas em maio de 2022, no bairro Mocambinho, zona Norte da capital.

Antes do julgamento, o pai de Tainah, o jornalista Marcelo Rocha, falou sobre a expectativa da família pela decisão dos jurados e a dor de esperar por quatro anos por uma resposta da Justiça. Segundo ele, o julgamento representa um momento de esperança para os familiares, que ainda convivem com a perda da jovem.
“Hoje é de muita expectativa, de esperança de que a Justiça venha de fato ocorrer nesse caso. A família está há quatro anos esperando, é uma dor muito grande para todos, mas a gente está esperando que a justiça dos homens, a justiça de Deus venha acontecer de fato”, desabafou.
Tainah morava em Curitiba e estava em Teresina visitando familiares quando foi morta. Segundo as investigações, ela foi atingida por 13 golpes de faca após uma discussão em uma residência no bairro Mocambinho.
O Ministério Público do Piauí denunciou Fernanda Maria Lobão e Geovana Thais Vieira por homicídio qualificado. Para a acusação, as duas participaram do crime.
Pai questiona versões apresentadas pelas acusadas
Durante a audiência de instrução, Geovana Thais Vieira afirmou que tentou separar uma briga entre Tainah e Fernanda e que utilizou uma faca em meio ao que classificou como uma situação de desespero.

“Agi em desespero, porque a Tainah se debatia, chutava e enforcava. Só quis tirá-la de cima da Fernanda”, declarou.
Fernanda Maria Lobão, por sua vez, afirmou suspeitar que a morte da jovem não tenha sido provocada pelas agressões ocorridas durante a discussão.
Marcelo Rocha afirmou que a família considera importante que as acusadas tenham direito à defesa, mas questionou as versões apresentadas durante o processo.
“Infelizmente a Tainah não está presente para poder dar a versão dela, mas eu acho que todos têm direito à defesa, mas 13 facadas, havia necessidade? Há um tempo atrás, uma das acusadas disse que a Tainah não morreu pelas facadas, morreu por um problema de saúde dela, então qualquer hora podem vir dizer que foi suicídio. É até ruim dizer isso, mas você que é pai, que é mãe, eu desejo que nunca passe o que eu e a família da Tainah passou. Infelizmente a Justiça é lenta porque tem muitos casos, mas a gente aguarda que hoje as coisas possam vir a acontecer justamente”, destacou.
Ministério Público aponta participação das duas acusadas
O promotor de Justiça João Mendes Benigno Filho afirmou que a denúncia apresentada pelo Ministério Público foi baseada nas provas reunidas durante a investigação e no laudo cadavérico.
“No corpo da Tainah havia mais de 13 perfurações e cortes. Uma pessoa só jamais teria provocado tamanha violência. No cenário do crime estavam as duas”, afirmou.
Segundo o promotor, uma das lesões encontradas no corpo da vítima reforçaria a tese de que as duas mulheres participaram da agressão.
“Tainah teve uma perfuração profunda na coluna vertebral. Se havia uma agressão pelas costas, é porque outra pessoa participou da ação. Por isso, o Ministério Público ofereceu denúncia contra as duas”, disse.
Ainda conforme a acusação, o crime teria ocorrido após Tainah supostamente flertar com a ex-namorada de Fernanda. Para o Ministério Público, no entanto, não houve qualquer circunstância que justificasse as agressões sofridas pela jovem, que teriam sido iniciadas por Geovana.
Família espera condenação
Marcelo Rocha afirmou que espera que os jurados analisem as provas apresentadas durante o julgamento e tomem uma decisão que considere justa. Ele também mencionou a existência de duas facas no local do crime e a quantidade de lesões identificadas na vítima.
“O Ministério Público coloca que não há condições de uma só pessoa desferir tantas facadas, foram 13, segundo a perícia. Então o Ministério Público colocou que não há condições de que seja apenas uma acusada, apareceram duas facas e a gente agora vai aguardar. Eu acredito que o júri, por ser soberano e por ser verdadeiro, vai saber tomar a decisão necessária e que Deus ajude o corpo de jurados a tomar a decisão certa e justa”, disse.
Fonte: Cidade Verde




