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Açude de Paulistana corre risco de secar

Com com a capacidade de até quase 26 milhões de metros cúbicos de água, o açude está secando, conseqüência da seca que afeta a região.

| segunda-feira, 10 fevereiro , 2014

É critica a situação do Açude Ingazeiras de Paulistana (PI) construído pelo DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca), na década de 1950, para ser uma alternativa de abastecimento de água da cidade de Paulistana e, sobretudo, suprir a necessidade de água nos períodos de estiagens também na região.

Com com a capacidade para armazenar até quase 26 milhões de metros cúbicos de água, o açude está secando, conseqüência dos efeitos da forte seca que afeta a região.

Confira no gráfico abaixo que em Novembro de 2011 o Açude contava com um volume de 19, 981, 356 metros cúbicos de água em seu leito, e agora no inicio do mês de Fevereiro de 2014, conta com apenas 2, 843, 190 metros cúbicos.

O Açude Ingazeiras que abastece hoje as cidades de Paulistana (PI) e Acauã (PI) era tido até poucos anos atrás como um dos maiores e mais importantes reservatórios de água do Piauí e considerado pela população local como a maior riqueza do município de Paulistana, além do belíssimo cartão postal que emoldurava a cidade.

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Com sua capacidade reduzida a apenas 11,99% (onze vírgula noventa e nove por cento) o Ingazeiras caminha a passos largos para secar totalmente.

A margem do açude que fica nas costas dos Bairros Alto Vistoso, Triangulo e Guarita já está praticamente seco e já se pode atravessar a pé de uma margem a outra. Arvores que foram cobertas pela água ao longo do manancial a mais de 50 anos já podem ser vistas.

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A principal causa de o açude está secando é a seca prolongada, a falta de chuvas nas cabeceiras do rio durante os últimos três anos de seca severa na região de Paulistana e a retirada brusca de água para obras de construção por parte de empresas que atuaram na região.

A degradação do Açude como o acumulo de lixo e sujeira, a falta de saneamento básico e o uso desordenado de agrotóxico à sua margem são apontados também como agravante para a previsível “morte” do rio. Fato esse que fez com que grande parte da população deixasse de usar o liquido para consumo e passaram a comprar água de outras fontes.

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Autoridades municipais já decretaram estado de calamidade publica no município e deverá nos próximos dias solicitar junto à fornecedora de água encanada da cidade (Agespisa) o racionamento no fornecimento de água.

Apelos da população para que o poder publico e os órgãos governamentais responsáveis pelo açude aproveitem a seca do reservatório para que fosse realizada uma limpeza (desassoreamento), aconteceram com freqüência nas redes sociais de forma individual e coletiva como o realizado por estudantes que por diversas vezes fizeram caminhadas e atos na principal avenida da cidade para chamar a atenção de todos para a gravidade do problema.

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Fonte: Com informações e fotos do FN Notícias