Mel piauiense é incluído na tarifa de 50% imposta por Trump
Produto, antes livre de taxações, será tarifado a partir do dia 06 de agosto; Europa e Ásia ganham força como alternativas para exportação
Redação | quinta-feira, 31 julho , 2025
O mel produzido no Piauí não escapou da nova rodada de tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos e passará a ser taxado em 50% a partir de 06 de agosto. A medida foi oficializada na tarde de quarta-feira (30), por meio de uma portaria que detalha os produtos atingidos pela nova política tarifária.

A lista de exceções divulgada pelo governo norte-americano inclui 694 itens que não serão taxados, sendo 565 ligados ao setor aeronáutico e 38 ao setor de energia fóssil, como petróleo, carvão e gás natural. Entre os alimentos, apenas a castanha-do-pará e o suco e a polpa de laranja ficaram de fora das tarifas. O mel, no entanto, está entre os 91 produtos diversos que passarão a pagar a nova alíquota.
A decisão representa um duro golpe para os produtores piauienses, que têm os Estados Unidos como principal mercado consumidor. Reconhecido internacionalmente pela qualidade e pelas floradas únicas do cerrado, o mel do Piauí vinha mantendo bons índices de exportação para o território americano. Agora, com a elevação do custo final do produto, o setor busca alternativas para evitar prejuízos.
Redirecionamento das exportações
Com embarques programados entre agosto e outubro, os produtores piauienses estão intensificando negociações com mercados alternativos. Na Europa, países como Alemanha, Holanda, Bélgica e Dinamarca surgem como destinos promissores, com preços competitivos e boa aceitação do produto.
Outro foco de atenção é o Canadá, com tratativas em curso com antigos e novos parceiros comerciais. A Ásia e o Oriente Médio também estão no radar: Japão, China, Arábia Saudita e Dubai aparecem como potenciais compradores, com negociações já em andamento.
Impacto na economia local
O setor apícola é uma importante atividade econômica no Piauí, gerando emprego e renda principalmente em regiões do semiárido. Com a nova tarifa, há o risco de desaceleração no setor, caso o redirecionamento das exportações não ocorra rapidamente. A prioridade agora é manter o fluxo de caixa dos produtores e evitar paralisações na cadeia produtiva.
Fonte: O Dia




