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Calor pode aumentar no Piauí com possível chegada do El Niño

A previsão que as precipitações devem ocorrer apenas de forma isolada, principalmente na região Norte do estado e nos primeiros dias do mês

Redação | terça-feira, 2 junho , 2026

O mês de junho deverá registrar índices de chuva abaixo da média em grande parte do Piauí. A previsão é da climatologista Sônia Feitosa, que informou que as precipitações devem ocorrer apenas de forma isolada, principalmente na região Norte do estado e nos primeiros dias do mês.

Segundo a especialista, junho já está fora do período chuvoso no Piauí, mas ainda podem ocorrer pancadas esporádicas de chuva. Mesmo assim, os volumes previstos são considerados inferiores à média histórica para o período.

“Junho está fora do período chuvoso, mas algumas chuvas acontecem de forma isolada. Mesmo com essas poucas chuvas, a tendência é que sejam abaixo da média neste mês. Ainda deve chover eventualmente, principalmente nos primeiros dias de junho”, explicou.

Na região Sul do estado, a expectativa é de que as chuvas cessem completamente a partir deste mês. Além disso, os meteorologistas seguem monitorando a possível confirmação do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que provoca alterações nos padrões climáticos em diversas regiões do planeta.

Caso o fenômeno seja confirmado, os impactos mais significativos deverão ser sentidos no Sul do Piauí. Entre os principais efeitos esperados estão o aumento das temperaturas, a ocorrência de ondas de calor, a redução da umidade relativa do ar e o crescimento do risco de queimadas.

“Nesta época do ano já não chove na região Sul. No entanto, se o El Niño for confirmado, como indicam as projeções atuais, essa será a área mais impactada. Todo o estado deverá sentir os efeitos, com aumento das temperaturas, ondas de calor, diminuição da umidade do ar, aumento das queimadas, redução das reservas hídricas e possível comprometimento da próxima estação chuvosa”, destacou Sônia Feitosa.

A climatologista ressaltou que o monitoramento continua sendo realizado e que novas análises serão necessárias para confirmar a intensidade dos impactos que poderão ser provocados pelo fenômeno nos próximos meses.

Fonte: Cidade Verde