Adapi investiga focos de Peste Suína no Piauí

O Piauí está inserido na área de zona não livre da Peste Suína Clássica (PSC) e voltou a registrar focos da doença na região Norte

/ sábado, 21 novembro , 2020

O Piauí está inserido na área de zona não livre da Peste Suína Clássica (PSC) e voltou a registrar focos da doença na região Norte, após quase um ano do último registro. O gerente de Defesa Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), José Idilio Moura, relata que o estado apresentou dois focos em outubro, um em Parnaíba e outro em Luís Correia.

“Outros focos da doença não foram confirmados. A Adapi continua fazendo a vigilância nos municípios e fazendo busca ativa dos casos. O Brasil é dividido em duas áreas: a área não livre, que compreende os estados do Norte e Nordeste; e a área livre (da PSC) que envolve os estados do sul, sudeste, centro-oeste”.

Os estados do Norte e do Nordeste apresentam a circulação do vírus que provoca a doença nos animais. “Não sabemos precisar quando o Piauí estará livre dessa doença porque esse vírus é endêmico”.

Idilou Moura esclarece que o trânsito de animais suínos ficou suspenso apenas nas propriedades em que registram casos da doença. Nos dois focos, cerca de 50 animais foram sacrificados.

Os produtores que identificar sintomas clínicos da doença no animal devem comunicar imediatamente o escritório mais próximo da Adapi para que as providências necessárias sejam tomadas.

Sintomas

A Peste Suína Clássica (PSC) também é conhecida como febre suína ou cólera dos porcos, que é uma doença viral, contagiosa. Essa doença afeta somente suínos e javalis. Além disso, não oferece riscos à saúde humana. Não há tratamento disponível para a PSC

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento descreve os principais sintomas da doença: febre (40,5°C a 42,0°C), apatia, anorexia, letargia, animais amontoados, conjuntivite, lesões hemorrágicas na pele, cianose em extremidades (orelhas, membros, focinho e cauda), paresia de membros posteriores, ataxia, problemas respiratórios e reprodutivos (principalmente abortos).

“Animais adultos geralmente apresentam formas menos graves da doença e possuem uma maior taxa de sobrevivência. Em rebanhos infectados por cepas de baixa virulência, os reduzidos índices reprodutivos podem ser os únicos sinais perceptíveis da presença da PSC”.

“Trata-se de doença de notificação obrigatória à OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), e está incluída entre as doenças que requerem notificação imediata de qualquer caso suspeito no Brasil, conforme Instrução Normativa MAPA nº 50, de 23 de setembro de 2013”, ressalta.

Por Carlienne Carpaso
Cidadeverde.com

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